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Principais tendências de Inbound Marketing em 2019

5 Tendências do Inbound Marketing em 2019

Uma Breve Visão do que é o Inbound Marketing

O Inbound Marketing é um conjunto de estratégias que tem como premissa se adaptar à jornada de um determinado público, atraindo pessoas realmente necessitadas ou interessadas na aquisição de um bem ou serviço.

Diferentemente do marketing tradicional (ou Outbound Marketing), que promove uma comunicação invasiva, interrompendo a jornada do consumidor, o Inbound Marketing ou Marketing de Atração busca atrair o mercado com uma comunicação baseada na resolução de problemas específicos.

Caso queira entender rapidamente sobre o conceito de Inbound Marketing, assista nosso vídeo com uma rápida explicação do conceito:

Ploomes Pocket – Entendendo o Inbound Marketing

Para exemplificar a interrupção promovida pelo Outbound Marketing, podemos citar um meio de comunicação que há pouco tempo era considerado o mais efetivo para os setores em geral, e hoje vem perdendo seu valor aos poucos: comerciais de TV.

Ninguém – e quando digo ninguém, quero dizer absolutamente ninguém – se sente bem quando está assistindo aquele programa que tanto gosta e, de repente, sua experiência é interrompida com uma pausa para o intervalo comercial, oferecendo produtos que você não quer e num momento que não precisa. É a famosa hora de procurar o que está passando em outros canais, ir no banheiro ou fazer aquela pipoquinha.

Esse é apenas um exemplo. Poderia citar outras táticas de Inbound Marketing, como outdoors, ligações de telemarketing, flyers… Pense, analise e observe… Todos esses meios de comunicação promovem, de alguma forma, uma interrupção de experiência.


O Inbound ganhou força quando os meios digitais se tornaram os principais veículos de comunicação da população em geral. Isso porque estes, aliados a internet, promovem um nível de autonomia ao usuário nunca visto antes.

Os navegantes da web tem o poder em suas mãos, escolhendo o que querem consumir em relação à conteúdo. Se você não quer ver algo na internet, acessando-a através de seu smartphone por exemplo, você simplesmente fecha o aplicativo ou a janela do navegador e segue sua vida.

Isso obrigou as empresas a adotarem estratégias de marketing que se adaptassem à jornada do público, entendendo suas reais dores, problemas, desafios e ambições à fim de entregar a mensagem correta, para a pessoa certa e na hora exata. E é assim que a atração ocorre, sendo seu principal motor composto pelo Marketing de Conteúdo.

2018: O ano do Inbound Marketing

Depois do mercado ter entendido a importância de utilizar estratégias de Inbound Marketing, tendo como base o Marketing de conteúdo, as empresas começaram a adotar este canal freneticamente. Em 2018 isso ficou muito claro. Nunca antes foram vistos tantas marcas fazendo blogs, e-books, newsletters, entre outros tipos de conteúdos web como no ano passado.

Infelizmente não tenho um estudo pronto para mostrar aqui, mas basta uma rápida pesquisa no google sobre empresas que estão buscando crescimento atualmente. A maioria delas conta com um “blog” ou o famoso formulário “inscreva-se aqui e receba novidades” no rodapé de seus sites.

Há uma forte movimentação para esforços de Inbound Marketing que já estão padronizados. Certa vez utilizei uma pesquisa com as palavras-chave “CRM e ERP”. A quantidade de conteúdos que a busca me retornou com exatamente o mesmo título foi gritante. “Qual a diferença entre CRM e ERP?”. Só isso, pra todos os lados.

O Inbound Marketing não é uma receita de bolo, na qual se copia o que deu certo de um lado e, magicamente, obterá os mesmos resultados de outro. O que funciona para um negócio não funciona para outro, essa é a única certeza.

Percebe-se que o canal de Inbound Marketing está passando por um momento de saturação. Então, agora não há mais espaço para receitas de bolo. As únicas empresas que terão algum resultado das estratégias de Inbound Marketing em 2019 serão aquelas que realmente inovarem.

É com isso que hoje trago um conteúdo com as principais tendências de Inbound Marketing que eu, a partir da minha experiência e estudos, deduzi para 2019 no Brasil.

Se 2018 foi o ano da adoção, 2019 é o ano da reformulação.

As Tendências de Inbound Marketing em 2019

1. Linkedin

Um dos pilares do Inbound Marketing é o das Redes Sociais (ao lado de SEO e Conteúdo). Hoje, várias delas estão tão presentes em nosso cotidiano quanto o ar que respiramos. Todos os nossos conhecidos estão lá. São nossas comunidades virtuais com influência verdadeiramente intensa no “mundo real”.

E, ao contrário do que se pode pensar, as redes sociais não estão apenas relacionadas às nossas vidas pessoais. O LinkedIn prova que essas plataformas realmente cobrem todas as áreas de nossa vida, promovendo interação social em um meio 100% profissional.

Segundo dados de 2018, o LinkedIn já contava com mais de 500 milhões de usuários em mais de 200 países no mundo. No Brasil, o número de usuários era de 31 milhões.

Outro número interessante: 40% dos usuários acessam a rede todos os dias.

“No Brasil existem mais de 31 milhões de usuários no Linkedin. Estima-se que 40% deles acessem a rede todos os dias.”

Conclui-se portanto que o LinkedIn está atingindo um nível de abrangência grandioso no Brasil. Para o segmento B2B, isso é um pote de ouro.

Profissionais engajados em uma comunidade que promove comunicação compõem um mercado de oportunidades. A distribuição de conteúdo pelo LinkedIn gera alto engajamento e confiança. Para atingir empresas com conteúdo direcionado, é sem dúvida a rede social mais efetiva.

Sendo assim, podem anotar: o Marketing de Conteúdo no LinkedIn vai bombar em 2019!

Este tópico tem forte ligação com a próxima tendência abordada. Continue de olho!


Nota Extra:

O LinkedIn não para de lançar novidades. Para 2019 há muitas especulações de novas features para a plataforma. Estima-se que serão lançados os famosos Stories para LinkedIn neste ano.

Além disso, novas formas de segmentação para anúncios pagos na rede social devem surgir, como o Look-a-Like, já presente em outras redes como Facebook.


2. Influenciadores e Micro Influenciadores

A internet e as redes sociais deram a possibilidade de qualquer usuário ter voz, distribuindo conteúdos por meio de textos, vídeo ou áudio em diversas plataformas.

Por vezes, pessoas que distribuem conteúdos sobre assuntos específicos com uma certa cadência podem gerar interesse e, consequentemente, aproximação de outras pessoas. Estas passam a tomar estes distribuidores de conteúdo como referência sobre o tema que discorrem. Esse movimento de influência de indivíduos pode se tornar viral, gerando assim uma comunidade de seguidores do produtor de conteúdo específico citado no começo. E é assim que nasce um influenciador digital.

Influenciadores digitais são pessoas que distribuem conteúdos na web sobre determinado assunto no qual se colocam como especialistas, e, à partir disso, constroem um grupo de fiéis seguidores que confiam em seu poder de opinião. A proporção de influência desses distribuidores de conteúdo pode chegar a níveis grandiosos.

Gosto de classificar os influenciadores em 3 tipos:

Micro influencers

Estágio inicial do Marketing de Influência. Micro influencer são aqueles indivíduos que falam sobre assuntos muito específicos e, por consequência, atraem um número menor de pessoas.

Apesar disso, por falarem sobre temas tão singulares, só conseguem perdurar com sucesso se realmente souberem o que estão falando, com conteúdos de qualidade.

Os micro influencers são a bola da vez para o Inbound Marketing de empresas B2B. Existe uma gama de influenciadores falando sobre assuntos voltados para negócios, principalmente no LinkedIn. O poder de influência deles com empresas pode ser altíssimo, gerando grandes resultados para marcas que trabalhem em conjunto!

Influenciadores

Estes já passaram pela fase de micro influência e têm uma comunidade muito maior de seguidores. São muito procurados por empresas do ramo de B2C, pois normalmente falam sobre assuntos mais genéricos para muita gente. O nível de assertividade de ações feitas com essas personalidades pode ser menor, porém atingindo uma grande massa de pessoas.

Celebridades Digitais

Muita gente pensa que influenciadores são apenas os que se enquadram nessa categoria, o que não é verdade.

As celebridades digitais são influenciadores que chegaram a um nível de status de “estrela” graças à internet. Contam com milhões de seguidores em seus canais nas mais variadas plataformas da web. Normalmente, ao chegarem nesse ponto, já não têm um único foco de assunto. São marcados pelo carisma, mas raramente tem alguma especialidade específica sobre o que falar.

São frequentemente vistos em ações de marketing de massa, como em propagandas de TV, revista e outdoors. Exemplos de influenciadores que atingiram esse patamar são Whindersson Nunes, Felipe Neto, Gabriela Pugliesi, entre outros.

Matriz de Influência: Mostra o tamanho do público que cada tipo de influenciador detém vs O grau de especificidade dos temas abordados em seus conteúdos
Matriz de Influência: Mostra o tamanho do público que cada tipo de influenciador detém vs O grau de especificidade dos temas abordados em seus conteúdos

Perceba que essas personalidades, das 3 categorias, não têm essa nomenclatura à toa. Possuem grande poder de influência e atração. Os seguidores dos influencers se sentem próximos a eles e confiam em sua palavra.

Sendo assim, pode-se dizer que o Marketing de Influência funciona como um marketing boca a boca guiado.

Para confirmar, dá uma olhada nesses dados de uma pesquisa publicada pelo Buzzlead:


  • A indicação boca a boca ocupa o 1º lugar no ranking de influência de compra
  • 68% dos consumidores confiam em recomendações e avaliações on-line
  • 74% de todos os consumidores percebem que o boca a boca é o influenciador chave na decisão de compra

Pois bem. É comprovado que o marketing de influência tem alta capacidade de geração de resultados. Agora imagine alinhar isso à uma estratégia bem estruturada de Inbound Marketing. Escolhendo o influenciador correto, que tenha um público em comum com o que sua empresa procura como lead ideal, é possível ampliar a performance de ações de Inbound.

Imagine só lançar uma semana de conteúdos sobre Growth Hacking com Anderson Palma, ou um e-book de Marketing de Conteúdo com Rafael Rez. O barulho e confiança envolvendo estes conteúdos, por conta dos nomes que os acompanham, seriam muito maiores que o tradicional.

As empresas estão se antenando, e estratégias desse tipo, principalmente com microinfluencers, serão altamente exploradas em 2019.

3. Conteúdos em Vídeo

A banalização do Inbound Marketing trouxe à tona a saturação de conteúdos. Como fora citado no começo deste artigo, para cada assunto sempre haverá mais de um conteúdo. Estes, por vezes, quase idênticos. A consequência disso é a queda de qualidade nos textos.

Agora, para seguirmos o raciocínio, por outro lado, a saturação de informações trazida pelas diversas tecnologias presentes em nossa vida nos obriga a saber lidar com diversas coisas ao mesmo tempo. É comum nos pegarmos lendo um livro ou artigo no notebook, enquanto ouvimos uma música no Spotify com o celular que simultaneamente apita com diversas conversas no Whatsapp e notificações do Facebook.

Seguindo esse exemplo, notamos que a dificuldade de dar atenção à outras atividades enquanto lemos um conteúdo escrito é muito díficil. Logo, para ler um artigo, precisamos reservar um tempo.

Agora, unindo as conclusões dos três parágrafos iniciais deste tópico, podemos afirmar que nada pode ser mais frustrante para um usuário da web do que gastar seu tempo (cada vez mais precioso) dedicando-o exclusividade a leitura de um conteúdo ruim.

Prosseguindo com essas premissas, os conteúdos distribuídos em vídeo – uma mídia já consolidada popularmente – ganham força. Isso porque é muito mais fácil para um usuário da web consumir um conteúdo em vídeo, pois enquanto o assiste, pode dar atenção a outras atividades. Além disso, desvendar um vídeo ruim é muito mais rápido do que desvendar um péssimo artigo textual. Assim o usuário ganha tempo consumindo o que realmente lhe interessa.

Em 2019, veremos um leve crescimento da distribuição de conteúdos em vídeo – como webinars, entrevistas, tutoriais e videocases – nas estratégias de Inbound Marketing.

4. Podcasts

Seguindo a mesma premissa do item anterior, os podcasts devem ter um crescimento ainda maior do que conteúdos em vídeo na área de Inbound Marketing no Brasil em 2019.

Isso porque os podcasts – que nada mais são do que conteúdos distribuídos em áudio com temas específicos que podem ser ouvidos de acordo com a demanda do usuário – ainda são muito pouco explorados pelas empresas. Poucas se atrevem a dedicar esforços à essa mídia nas estratégias de marketing de conteúdo. Mas fique atento! Será comum ver marcas, tanto B2B e B2C, criando seus próprios programas de podcast em 2019.

Nerdcast, o podcast do portal Mundo Nerd. É um dos mais conhecidos podcasts da atualidade
Nerdcast, o podcast do portal Mundo Nerd. É um dos mais conhecidos podcasts da atualidade

5. A Queda das Landing Pages

É isso mesmo! As landing pages como conhecemos estão fadadas ao fracasso.

Primeiro, land o que???

Landing Pages são páginas na web criadas como extensão dos sites. Tem finalidades de marketing, e, em Inbound, servem exclusivamente para a conversão de leads.

Você por acaso já viu um anúncio de um webinar muito interessante e, quando clicou nele, foi direcionado à uma página pedindo seu e-mail e outras informações para que possa acessar o vídeo? Se não, experimente pesquisar por webinars ou e-books na web e veja na prática…

Pois bem, essas páginas que tem praticamente apenas um formulário pedindo informações são as Landing Pages.

Acontece que essa estratégia já está um tanto quanto “manjada”.

Eu por exemplo, sou constantemente impactado por anúncios de e-books, os quais, mesmo contendo um assunto que pode ser minimamente interessante para mim, fico com dois pés atrás para passar meus dados para obtê-lo. Isso porque já sei porque as empresas que distribuem conteúdo querem meu e-mail e meus dados de contato: para me qualificarem (enchendo minha caixa de e-mails) e, possivelmente, fazerem uma abordagem de venda.

E não, não sou nenhum gênio para saber disso. Muita gente já sabe e não está disposta a dar informações em troca de um conteúdo. Isso gera incômodo para muitas pessoas.

Sendo assim, posso afirmar que 2019 é o início do fim das Landing Pages como conhecemos.

Então, como converter leads sem os famigerados formulários de Landing Pages? Esse é o desafio para 2019.

Eu tenho alguns palpites:

  • Exigir a criação de conta para acessar uma página de conteúdos, como um blog
  • Pedir informações de contato, como e-mail ou telefone, através dos chats online inteligentes (os chatbots), fazendo a captação de forma mais fluida
  • E quem sabe, no pior dos casos, não exigir qualquer informação do usuário para que possa acessar conteúdos

É claro que, se os conteúdos de sua empresa forem relevantes, de qualidade, e distribuídos para as pessoas certas, essas não terão problemas em passar suas informações para obtê-los.

As Landing Pages não morrerão em 2019, mas a tendência é que suas taxas de conversão sejam cada vez menores.

Inbound Marketing em 2019 Exige Inovação

Seria ingenuidade da comunidade em geral pensar que o Inbound apresentará resultados crescentes ano a ano sendo feito da mesma forma. A internet e o mundo digital passam por constantes metamorfoses, que promovem mudanças significativas no comportamento do mercado como um todo.

Não adianta pensar que em 2019 as taxas de conversão de e-mails de um determinado fluxo de automação se manterão as mesmas que há 5 anos atrás (por exemplo).

O Inbound Marketing é uma estratégia de extrema efetividade que pode trazer taxas altíssimas de ROI nos mais variados negócios. No entanto, bater sempre na mesma tecla fará com que sua empresa fique pra trás.

É preciso se reinventar, inovar e abusar de uma das principais essências da comunicação: a criatividade. Esta, alinhada às técnicas corretas e a um feeling preciso de inovação, farão seu negócio deslanchar com o Inbound.

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Lucas Lima

Lucas Lima

Marketing de performance na Ploomes. Levemente viciado em geração de leads e clientes via inbound. Quero mostrar que é possível estar no mundo corporativo sem ser tão chato quanto vendem por aí.

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