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Grandes Startups

Grin, Guiabolso, QuintoAndar, Nibo: Como elas mantém altos resultados em ambiente descontraído?

Nos últimos anos, ouvimos falar sobre as startups de várias formas e em vários lugares.

Muitos expõem sobre as startups como empresas descontraídas, cheias de jovens, com paredes coloridas e objetos da cultura nerd (pop)… Outros falam delas como se fossem o inferno na terra, com um ambiente sobrecarregado e explosivo!

Mas, afinal, todos sabem, de fato, o que é uma startup?

Startups são empresas em fase inicial que desenvolvem produtos ou serviços inovadores com potencial de rápido crescimento. E é justamente a capacidade de ganhar escala rapidamente que diferencia uma startup das empresas tradicionais.

Além disso, as startups normalmente estão em um ambiente de incertezas e altamente competitivo, o que torna necessário que tenham alta capacidade de adaptação, pois as mudanças são quase diárias.

Diante de todo cenário que as startups se encontram, aliado ao ambiente atual da sociedade, a cultura organizacional destas empresas acabou passando por grandes adaptações, uma vez que os processos são modificados com o “carro andando” e em alta velocidade.

Nós da Ploomes levantamos 10 perguntas interessantes para entrevistarmos algumas das maiores startups do mercado e entendermos mais sobre suas culturas e ambientes de trabalho. São elas: Grin, QuintoAndar, GuiaBolso, Nibo e outra grande startup que preferiu não se identificar. Durante o texto, chamaremos a entrevistada de Entrevistada 1. Ela trabalha num aplicativo de delivery de comida.

Será que o ambiente das startups é realmente como se fala? E, se for, como fazem para manter a alta performance em ambientes tão “informais”? Continue a leitura e saiba como essas impressionantes empresas mantém um ritmo acelerado de crescimento.

Segredo: No final revelaremos curiosidades inusitadas da Ploomes e das demais startups entrevistadas. Continue lendo!

1 – Quais são as principais diferenças entre trabalhar em uma startup e uma empresa tradicional já estabelecida?

Consideramos essa pergunta inicial uma das mais abrangentes. É interessante vermos que existe uma comparação bem direta sobre as empresas já estabelecidas e startups, principalmente porque a maioria dos entrevistados já trabalhou em empresas grandes anteriormente.

A palavra mencionada na maioria das entrevistas é “Autonomia”, ou seja, a liberdade de tomada de decisão estratégica por qualquer colaborador, independente do seu cargo ou nível de experiência com suas atividades.

Vimos também que as mudanças constantes voltadas à atualizações e inovações são muito mais fluidas e ágeis, trazendo aprimoramento constante para cada colaborador.

Nas startups existe maior horizontalidade entre as pessoas e, consequentemente, uma percepção mais clara dos impactos que cada um tem nos resultados.

Unindo todos esses pontos, é inevitável que o próprio desenvolvimento pessoal do funcionário seja alavancado em um nível dificilmente praticável em uma empresa muito grande. Um negócio desse porte já tem processos e às vezes até tarefas previamente definidas – o foco está muito mais no agir do que no pensar.

A velocidade com que você consegue trazer as mudanças é muito alta e a de aprendizado é maior ainda” disse João Zanuto, Head de Data na Grin Scooters.

Thamires, gerente de pós-venda no GuiaBolso, diz que o ambiente das startups é muito bom quando se pensa no desenvolvimento profissional. Os funcionários não exercem apenas a função de seu cargo, mas também são todos encarregados de pensar em melhorias para as áreas, análise de dados e, por vezes, são convidados à ajudarem projetos de outras áreas.

Ela também explica que é necessário que as startups tenham cuidado para manter estes funcionários que adquirem habilidades acima da média:

Eu particularmente adoro o ambiente e essa dinâmica de me desenvolver mais rápido, mas acho que é importante olharmos como se comportam os profissionais nesse meio para buscar formas de retenção dos talentos que priorizam estabilidade”.

Apesar da flexibilidade e da autonomia de atuação nas startups, existe sim uma tendência de engessar processos e estabelecer normas e regras a medida em que a empresa vai expandindo.

Isso ocorre porque o risco do trabalho ser desorganizado é muito alto quando a empresa toma uma proporção nunca antes experienciada, comprometendo os resultados.

2 – Existe algum tipo de “dress code” nas startups?

As respostas aqui foram exatamente o que se espera: foco em resultado e bom atendimento são muito mais importantes do que a aparência.

Claro, existem cargos e funções que exigem bom senso na hora de se vestir, principalmente se existem equipes que trabalham na rua e com clientes – outside sales, business development – participando de reuniões fora do escritório e representando a empresa a todo momento.

Às vezes vem uma pessoa de shorts, pijama, crocs, mas a tendência é padronizar um pouco mais, não existem restrições”, conclui a Entrevistada 1.

Na Grin, se quiser trabalhar com a camiseta do seu time preferido, você está livre para tal, como explica o João. A Fernanda, Coordenadora de Marketing da Nibo, explica: “o objetivo é o profissional trabalhar com maior conforto e como acha adequado”.

3 – Existe uma hierarquia definida nas startups?

Na medida em que as empresas crescem, a importância da definição de cargos e hierarquias aumenta. Entretanto, as startups pregam muito a horizontalidade – ou seja, igualdade na importância de cada um dentro da empresa.

Escutar a opinião de todos é uma boa prática para manter um clima onde todos se sintam importantes. Isso não quer dizer que a autonomia seja comprometida, mas sim que a gestão se torna mais consciente.

Isso é legal, pois não sobrecarrega tanto determinadas funções e as coisas avançam muito mais com essa organização… você consegue ter pessoas focadas em cada etapa, seja execução, estratégia, avaliação de dados, etc. O que nos torna especialistas e aprimora a área”, disse Thamires, do GuiaBolso.

4 – Existem horários de trabalho estabelecidos nas startups?

Flexibilidade e disponibilidade sempre, isso é muito importante. Se você chega e sai em horários muito diferentes, isso pode ser algo mal visto, principalmente se você não for um estagiário que tem horários limitados.

Mesmo assim, a disponibilidade é muito importante. O que isso significa? “Se sábado ou domingo o sistema cair e precisarem de ajuda com isso, por exemplo, todos param para trabalhar e resolver o obstáculo”, disse João, da Grin.

Geralmente áreas que não atuam diretamente com o cliente, como desenvolvimento, marketing e finanças, possuem uma flexibilidade maior de horários.

Pode existir algum comum acordo por áreas, mas, contanto que o funcionário tenha disciplina o suficiente para arcar com suas atividades e apresentar resultados, ele está livre para tomar esse tipo de decisão.

Se existir algum imprevisto, basta avisar. Se vai rolar um feriado, é só combinar quem virá e que horas para não comprometer a operação. Se acha melhor trabalhar de casa a partir de certo horário para fugir do trânsito, é só combinar. Basicamente é assim que funciona na Ploomes e, nas demais startups, também identificamos esse padrão.

5 – Existe a cultura de fazer home office nas startups? Como funciona?

Algumas startups precisam de representantes por todo o Brasil, principalmente porque atendem em nível nacional. Dessa forma, muitas dessas pessoas não só fazem home office, como trabalham 100% do tempo remotamente.

O sudeste continua sendo a área com a maior concentração de escritórios e a expansão de imobilizados depende muito de um nível de demanda específico e uma viabilidade financeira acordada com muita burocracia.

Independente do Home Office, o mundo ideal se assemelha à flexibilidade de horários: disponibilidade para atuar. Se a pessoa consegue fazer suas atividades e reuniões de casa, o local de trabalho não deveria pesar tanto.  

Mesmo assim, dentre as startups que entrevistamos, existe uma visão de que a comunicação e as tomadas de decisão são muito mais fluidas pessoalmente.

Isso ocorre, principalmente, porque o tempo em que decisões são tomadas é sempre muito rápido em startups (questão de horas ou minutos, em comparação com 2 ou 3 semanas em empresas grandes) e ninguém quer perder discussões de nível estratégico. Não participar do momento de decisão é algo ruim para qualquer um.

Aqui existem áreas que combinam de não fazer (o home office), mas também têm áreas que fazem revezamento semanal” disse Pedro Pieroni, Analista 2 de Marketing no QuintoAndar.

É engraçado como o Home Office pode até representar um sinônimo de crescimento.

Na Grin nós fazíamos home office porque não cabia mais gente no escritório, foi um jeito de lidar com isso. A cada dia chegavam mais e mais pessoas para trabalhar conosco”, disse João, da Grin.

De qualquer forma, áreas mais operacionais tendem a ter esse tipo de iniciativa mais limitada. Se a empresa possui uma área de suporte ou vendas, essas pessoas não têm tanta liberdade para tal.

6 – Quais são as políticas de incentivo das startups?

Um ambiente desafiador atrai pessoas motivadas, ambiciosas, que trabalham com um propósito real e são focadas em resultados.

Esse parece ser o perfil ideal para qualquer tipo de vaga, certo? É aí que está um dos grandes desafios das startups com relação aos seus funcionários.

Existe uma missão muito importante de reter os talentos e fazer com que eles continuem motivados a crescer com a empresa de modo a se preocuparem com sua causa. Geralmente, a principal e insubstituível motivação nas startups está ligada principalmente à missão do negócio.

Acreditar no negócio. Pensar que vão mudar a mobilidade no mundo”, essas são as principais motivações descritas por João, da Grin.

Acreditar no negócio é essencial, definido como um dos principais incentivos para quem trabalha em startups. A paixão gera esforço e resiliência, que organicamente e por meritocracia, geram os resultados e o reconhecimento.

Temos pacotes de benefício padrão, mas a sua produtividade não vai impactar nesse sentido. Aqui a galera é muito competitiva e tem muita garra para fazer o negócio crescer”, disse Pedro, do QuintoAndar.

Ainda assim, existem benefícios de remuneração e desenvolvimento profissional, que não deixam de ser super importantes para qualquer funcionário. A variável, o bônus de uma equipe que bate a meta, treinamentos constantes e reconhecimentos pontuais são sempre de grande importância.

7 – Existe algum tipo de treinamento para os funcionários?

Geralmente existem processos de onboarding e imersão nas áreas em que as pessoas irão atuar.

Na Ploomes, todo funcionário novo passa por um processo de entendimento do negócio com nosso CEO: cenário em que o produto se encaixa, nosso PCI (perfil de cliente ideal) e nosso posicionamento. Outra medida que tomamos foi a de criação de Playbooks das áreas, explicando cada processo de cada setor.

A mais recente ação feita para a rampagem dos novos funcionários foi a criação de podcasts internos, onde falamos mais sobre a empresa. Assim qualquer colaborador pode consumir um conteúdo de fácil assimilação para entender nosso negócio.

Depois de conhecer a empresa como um todo, o funcionário mergulha na área e começa a compreender de forma mais clara o que vai fazer. Nenhuma diferença quando comparamos com empresas grandes, né? Porém, nesses estágios das empresas, existe uma importância muito grande em capacitar os profissionais constantemente.

Foi bem comum ouvirmos que, mensalmente, as startups buscam iniciativas de melhorar seus processos e desenvolver seus funcionários. Um exemplo é a ministração de aulas específicas por pessoas mais seniores na empresa.

O onboarding no primeiro dia é uma palestra, uma apresentação área por área, para explicar o que cada um faz. Duram umas 5 horas essas apresentações e depois fazem um breve tour.

Depois disso, no segundo dia, o onboarding é na própria área, com treinamento específico. Além disso, temos um pós-onboarding. A maior parte é voltada para treinamentos de tecnologia, produto, para que as pessoas sejam mais autônomas para usar”, disse Pedro, do QuintoAndar.

8 – Como a performance dos funcionários é avaliada?

Definir e redefinir metas o tempo inteiro é um processo doloroso e faz com que a empresa perca o foco principal, que é crescer. Aqui existe muita responsabilidade dos gestores, tanto para avaliar as entregas como para estruturar os times”, pontua João da Grin.

Tirando áreas mais específicas, como Vendas e CS (Customer Success), a maioria não apresenta metas individuais, mas sim metas por time, compartilhadas.

A preocupação com os funcionários é visível. O processo de avaliação de performance não se limita nos resultados apresentados, mas em competências específicas e como solucionar os problemas de performance que aparecem.

Aqui a avaliação de gente é feita de 6 em 6 meses, temos ciclos com feedback e PDI (Plano de Desenvolvimento Individual)”, disse a Entrevistada 1.

9 – Quais elementos da cultura das startups mais contribuem para seu crescimento?

Quem define a cultura são as pessoas que você trás para a empresa. Trazem pessoas do bem, pessoas que integram, que são inteligentes, com vontade de fazer acontecer.

Se você preza por isso, tem que contratar pessoas que transmitem esse tipo de sensação. Além da parte técnica, é importante se sentir bem trabalhando com uma pessoa, senão isso pode acabar atrapalhando o trabalho conjunto e, consequentemente, o resultado da empresa.” conclui o João, da Grin.

De qualquer forma, os colaboradores são sempre cientistas da inovação. Ideias e testes são vistos como essenciais e sempre muito bem-vindos.

Aqui temos carta branca para a inovação sempre que apresentamos uma ideia estruturada. Na tentativa e erro, com mais pessoas inteligentes e qualificadas, a chance da maioria das ideias dar certo é muito maior”, disse Pedro, do QuintoAndar.

Na mesma linha e incluindo aspectos de importância extrema com o usuário final em seus comentários, Thamires do GuiaBolso disse: “temos uma cultura de muitos testes, o que nos dá total liberdade para errar, avaliar e voltar para uma reestruturação. Estamos sempre testando coisas novas e vendo se funcionam.

Todas as áreas focam no usuário final e a cultura é sempre entender e aprimorar a demanda do usuário, não importa em qual área você esteja. Isso já entrou para a cultura e ajuda a manter sempre qualidade, traduzindo o que o usuário final quer, não o que identificamos por suposição que seja o ideal”.

10 – Curiosidades das Startups!

Essa é, sem dúvidas, a parte mais engraçada das entrevistas.

Lembra que no começo falamos sobre aspectos de startups muito comentados por aí (jovens, paredes coloridas e cultura nerd)? Será que isso é verdade? Em partes, podemos afirmar que sim.

Ploomes

Na Ploomes, temos nossa camiseta da empresa – isso é padrão de startup, portanto se acostumem. Além disso, objetos roxos estão espalhados por todo o escritório (cadeiras, esponjas, sabonetes, paredes).

Ah, temos também um patinete colaborativo, para podermos nos deslocar pelos longos corredores.

Troféu Ploo Cultura Startups
O grande Troféu Ploo

Nossas salas e redes de Wi-Fi são todas apelidadas com nomes de espécies de pássaros: A sala Maritacas é onde fica o pessoal de vendas e relacionamento, afinal, falam muito! A sala Corujas é onde ficam os desenvolvedores: adoram trabalhar à noite e, normalmente, são quietos até demais.

Por fim, temos nosso Troféu Ploo. O “Troféu Ploo” é entregue em nossa reunião geral semanalmente para um funcionário que tenha se destacado na semana.

Empresa da Entrevistada 1

Os funcionários gozam de uma parede apenas para fazerem pinturas. É uma boa pra aliviar o stress diário, não é mesmo? Eles também contam com não um, mas vários patinetes espalhados pelo escritório.

Grin

Já que falamos tanto de patinetes, vamos falar da Grin! O João conta que é muito comum que os colaboradores utilizem a camisa da empresa – isso que é, literalmente, vestir a camisa.

Além disso, no México, os funcionários se reúnem no refeitório da empresa para preparar um almoço coletivo nas segundas, quartas e sextas-feiras. Fazem tacos e todos comem juntos, inclusive os diretores.

Nibo

Possuímos paredes com imagens que apresentam nossa missão, nossos valores e nossa gratidão a tudo que conquistamos”, disse Fernanda, da Nibo.

É muito importante que os funcionários se integrem e se sintam parte do negócio, fazendo com que suas preocupações com o crescimento da empresa sejam genuínas e, consequentemente, suas atitudes e ideias sejam importantes e relevantes.

QuintoAndar

Na QuintoAndar, as salas têm nomes de filmes adaptados à coisas do mundo do aluguel, como “Harry Porta” e “Holmes & Eu”. Além disso, as coisas no escritório são majoritariamente azuis.

GuiaBolso

Depois que entrei percebi o quanto o ambiente colabora. A pessoa pode se isolar em salas específicas para conseguir focar melhor, pode tirar um tempo para usar esses itens periféricos e desestressar um pouco.

Percebi que quando mudamos do escritório antigo e começamos a trabalhar aqui com todas essas pequenas mudanças, a produtividade geral aumentou e as coisas começaram a fluir melhor”, pontuou Thamires.

De fato, a cultura de startups é diferente das empresas tradicionais. Muitos padrões foram notados: autonomia, liberdade de expressão, horizontalidade, informalidade e muita atenção à performance de cada um.

É, de fato, um ambiente que exige resultados acima da média e uma alta capacidade de autoavaliação. O que podemos notar nitidamente é que todos esses elementos contribuem muito com a atração de profissionais realmente apaixonados pelo que fazem

É por isso que muitas grandes corporações (como bancos e indústrias) vem tentando “copiar” o que se prega em questão de cultura nas startups. Muitas vezes, a informalidade pode gerar o impacto e engajamento que buscamos, sem comprometer a qualidade do que entregamos.

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