Ao passo que as tecnologias vão se consolidando como essenciais no cotidiano da maioria dos tipos de trabalho para o futuro, as relações humanas também se mostram essenciais neste contexto.
É o que aponta a reportagem do Estadão, feita no South by Southwest (SXSW), festival de inovação, música e cinema, que aconteceu entre os dias 7 e 15 de março em Austin, nos EUA.
E essa não é a primeira vez que o tema surge esse ano. No início de 2025, um estudo realizado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF) em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC) apontou que a revolução tecnológica está reformulando drasticamente o mercado de trabalho global e nacional.
O relatório “Futuro do Trabalho 2025” destaca que, até 2030, a Inteligência Artificial (IA), o Big Data e a automação transformarão 22% dos empregos atuais, criando 170 milhões de novas oportunidades, mas também extinguindo 92 milhões de postos de trabalho.
Confira as funções com crescimento mais rápido:
1. Especialistas em Big Data.
2. Engenheiros de Fintech.
3. Especialistas em IA e Machine Learning.
4. Desenvolvedores de Software e Aplicações.
5. Especialistas em Gestão de Segurança.
6. Especialistas em Armazenamento de Dados.
7. Especialistas em Veículos Elétricos e Autônomos.
8. Designers de Interface e Experiência do Usuário (UI e UX).
9. Especialistas em Internet das Coisas (IoT).
10.Motoristas de Serviços de Entrega.
11.Analistas e cientistas de Dados.
12.Engenheiros Ambientais.
13.Analistas de Segurança da Informação.
14.Engenheiro de DevOps.
15.Engenheiros de Energia Renovável.
Funções com declínio mais rápido:
1. Funcionários de Serviços Postais.
2. Caixas bancários e cargos relacionados.
3. Operadores de entrada de dados.
4. Caixas e atendentes.
5. Assistentes administrativos e secretárias executivas.
6. Trabalhadores de impressão e cargos relacionados.
7. Contadores, auxiliares de contabilidade e de folha de pagamento.
8. Atendentes e condutores de transporte.
9. Assistentes de registro de materiais e controle de estoque.
10.Vendedores porta a porta, vendedores de jornal, ambulantes e cargos
relacionados.
11.Designers gráficos.
12.Peritos de seguros, examinadores e investigadores.
13.Oficiais jurídicos.
14.Secretárias jurídicas.
15.Operadores de Telemarketing
Flexibilidade e aprendizado contínuo são fundamentais
Por isso, se dedicar ao aprendizado é essencial. A pesquisa mostra que 70% dos profissionais estão dispostos a investir no próprio aprendizado fora do expediente.
Além disso, 85% das empresas pretendem investir na requalificação de suas equipes, priorizando habilidades como pensamento analítico, resiliência e alfabetização digital.
O relatório aponta ainda que 76% dos trabalhadores preferem empresas que oferecem modelos de trabalho híbrido ou remoto.
Brasil: desafios e oportunidades
No Brasil, a lacuna de habilidades ainda é uma barreira para a transformação dos negócios. O estudo revela que 37% das habilidades dos trabalhadores brasileiros precisarão ser renovadas até 2030.
Mas as empresas do país já estão investindo em parcerias com plataformas de ensino para qualificar talentos em IA, Big Data e cibersegurança.
O futuro exige adaptação
A pesquisa conclui que o sucesso no mercado de trabalho dependerá da capacidade de adaptação às novas tecnologias e de um ambiente corporativo mais flexível e inclusivo.
Empresas que priorizarem inovação e qualificação terão vantagens competitivas, enquanto trabalhadores que investirem em aprendizado contínuo estarão mais preparados para os desafios da próxima década.