Blog da Ploomes
Importancia do design de uma proposta comercial

3 coisas que aprendi fazendo o design de mais de 400 propostas comerciais

Você sabe o quanto do design da sua proposta comercial impacta seu cliente?

A proposta que é enviada, literalmente, representa sua empresa no momento da venda. É esse documento que oferecerá seus produtos/serviços e que apresenta o seu profissionalismo.

Só que, se a proposta for  desleixada, despida e prolixa, ela não vai impedir, necessariamente, que você realize a venda. Afinal, os clientes optam por preço e/ou qualidades dos produtos. Sua proposta, entretanto, não vai causar uma boa impressão sobre sua marca e nem gerar valor para sua empresa, caso não seja bem estruturada e profissional.

Então, o que é um bom design de proposta comercial?

Calma. Já vamos chegar lá.

Ao desenvolver o design de propostas comerciais de vários clientes, de diversos segmentos, identifiquei certos padrões e algumas informações que seriam válidas para compartilhar. Por outro lado, nesse texto não falarei “use azul aqui” ou “mude sua fonte para a família tipográfica Y”. Só para ilustrar, explicarei alguns erros comuns e deixarei algumas dicas para sua Proposta Comercial ter um upgrade e ser, de fato, apresentável.

Identidade Visual

Por que não pedir para seu sobrinho fazer a identidade visual da sua empresa?

Vou te dizer  o porquê.

Normalmente esse “sobrinho” não é uma pessoa formada na área e que tem experiências no ramo. Com efeito, saber mexer no Photoshop não faz da pessoa um bom designer.

Uma identidade visual não é  apenas “uma logomarca”. (Primeiro que esse termo está errado. Dependendo do formato pode ser um logotipo, símbolo ou imagotipo). A identidade visual caracteriza e distingue a empresa, seus valores e sua atuação. Enfim, sua percepção no mercado. O design de proposta comercial entra nisso, também!

O manual de identidade visual, por sua vez,  informa os funcionários, parceiros e clientes como o logotipo deve ser aplicado em peças de comunicação, consolidando uma marca homogênea, diferenciável e reconhecível.

Quero deixar claro que investir no desenvolvimento de uma boa identidade visual, sem dúvidas, vale a pena. Uma vez que todas as grandes empresas com suas grandes marcas apresentam uma identidade visual muito forte. Tão forte que só de olhar as cores ou uma padronagem é possível identificar a marca.

Se você não tem uma boa identidade visual, resolva isso o mais rápido possível. Ela está um passo antes de você ter uma proposta comercial, pois a  proposta deve-se basear nela.

Para você que já possui e apresenta propostas comerciais, aqui vão algumas dicas

  • Capa: Não é obrigatório. Se a proposta for sempre impressa, o gasto de tinta não compensa, mas uma capa bonita sempre impressiona o cliente.
  • Cabeçalho/Rodapé: visto que é importante para identificação da empresa. Se a proposta for impressa e uma das páginas se perder, será fácil identificar a folha. Além disso, os dados da empresa são sempre bem vindos (como meios de contato, site e etc.)
  • Usar a própria cor da empresa é altamente recomendado para o reconhecimento da marca. Não precisa ser necessariamente a cor principal. Sua identidade visual provavelmente tem uma paleta de cores, com tons secundários que podem ser bem utilizados na proposta.
  • Adicionar o logotipo da empresa na proposta é essencial (não em excesso – no máximo 1 por página). Portanto, não é preciso ficar repetindo constantemente o nome da sua empresa. Dessa forma, evita que o cliente tenha a tal a síndrome de “perda de memória recente” da Dory – Procurando Nemo.
  • Se você apresentar mais de um modelo de proposta, é indispensável que elas mantenham um padrão. Isso não significa que elas precisam ser iguais, mas todas precisam remeter à sua empresa. Se o cliente achar que cada proposta é de uma empresa diferente, é sinal de que algo está errado.

Em suma, deixo aqui também algumas sugestões de leitura para melhorar o design da sua proposta comercial.

Referências:

Fundamentos do Design – Ellen Lupton e Jennifer Cole Phillips

Making and breaking the grid – Timothy Samara

Design Editorial – Cath Caldwell & Yolanda Zappaterra

Personalização e Layouts

dicas de layout
Dicas de layout

Já falamos um pouco sobre o design da proposta comercial, agora vamos falar sobre conteúdo.

Quanto mais personalizado for o material para seu o cliente, maior valor é agregado na proposta. Tudo o que for genérico faz o cliente se sentir menos especial.  Afinal, ele seria “apenas mais um” dentre muitos.

Itens simples, como acrescentar o nome da empresa na capa da proposta, o pronome de tratamento “Prezado” ou  “Prezada” com o nome do contato ao invés de “prezado(a) senhor(a)” torna o contato muito mais próximo e você não vai gastar muito mais tempo fazendo isso.

Além disso, dependendo do público alvo ou das categorias de produtos/serviços, é ideal ter mais de um modelo de proposta comercial. Uma indústria grande pode ter uma proposta mais elegante para apresentar os produtos para o cliente e uma proposta mais técnica para vender peças à outra indústria.

Empresas que apresentam várias categorias de produtos e atendem setores distindos também acabam tendo vários modelos. As informações de cada setor ou categoria podem necessitar de layouts diferentes. Se um produto precisa de imagem e longas descrições técnicas, o formato da página será diferente de uma proposta mais simples, que só tem o nome do produto, quantidade e valor.

Clareza e organização das Informações

Quais são as informações interessantes ao cliente ?

Pensar do ponto de vista do cliente é essencial na hora de estruturar uma proposta. Isso é princípio de design thinking. O que o cliente precisa? O que ele espera? Quais são suas necessidades?

Ao tentar se colocar do outro lado, qual informação o seu cliente iria procurar primeiro? Seria a descrição do produto/serviço? seria o valor? São esses dados que precisam estar acessíveis e sem ambiguidade.

Em outros casos, é imprescindível saber o que o cliente necessita para fechar uma compra. Se seus clientes sempre perguntam algo que nunca é inserido no design da proposta comercial, demonstra que o documento não está cumprindo seu papel. Um exemplo didático é de uma revenda ou distribuidora que precisa saber se os impostos estão inclusos no valor unitário do produto.

Pode ser até mais simples, existem ocasiões onde o cliente final quer saber o quanto de desconto, em valores, que está recebendo, pois é mais “palpável” do que apresentado em porcentagens, ou seja, fica mais fácil para mensurar.

Vale ressaltar, também, o contexto de design de propostas comerciais mais técnicas. São propostas em que o foco está na informação. O design da proposta, no geral, é simples e direto, de modo que os dados fiquem em evidência. Normalmente, é o caso das indústrias, que utilizam muitas planilhas para armazenar seus dados, facilitando a desorganização na hora de apresentar os seus dados.

Referência de Design Thinking:

Livro – Intuição, Ação, Criação – Graphic Design Thinking – Ellen Lupton

Arquivos longos

Muitas vezes as empresas apresentam excesso de informação em suas propostas, dados ou detalhes desnecessários que o cliente nem vai ler. Certa vez um cliente solicitou que uma proposta fosse automatizada dentro da plataforma do Ploomes e contava com mais de 50 páginas! E o pior, as informações importantes ficavam apenas na penúltima página. Grande erro!

Isso era ruim, pois o arquivo ficava extremamente pesado para enviar por email e o cliente demorava para achar as informações que ele estava procurando.

Uma proposta de 2 à 3 páginas é um tamanho agradável. Obviamente depende de quantos produtos/serviços a proposta contempla, isto é, se for uma proposta com muitos itens ou com descrições técnicas indispensáveis a proposta tende a ficar mais longa.

História da empresa

Esse é um tópico comum na negociação. Muitos vendedores apresentam a empresa e sua origem na própria proposta. Isso serve para gerar credibilidade, principalmente empresas de tradição. Inserir todos os 30 anos da empresa, entretanto, pode deixar a leitura exaustiva. O ideal é colocar um resumo em torno de 4 parágrafos curtos, no máximo. Uma sugestão é colocar um hiperlink que direcione o cliente à pagina do site que conte a história mais completa, se houver interesse, é claro.

Então, para concluir, vamos deixar resumido a receita de bolo para o design de uma boa proposta comercial. Para estruturar, reflita quais são as informações importantes para seu cliente. Personalize um bom layout de modo que o leitor encontre facilmente o que está buscando. Apresente a história sucintamente e utilize a Identidade Visual empresarial. Por fim, “venda seu peixe”.

Priscila Yoshihara

Priscila Yoshihara

Priscila Yoshihara is studying Design at São Paulo University in Brazil. “How it can get better?” is a question that is always in her mind. Priscila has no doubt that a human-centered design is the first step to improve our society. This is the reason she is aiming to be an outstanding designer.

As Paula Scher said: “It’s through mistakes that you actually can grow. You have to get bad in order to get good.” It is designing user-friendly, cunning and cutting-edge outcomes that we can make a difference. We need to open our minds and to broaden our horizons to reach a world that we design.

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